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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estudo sobre Isaías 14 e Ezequiel 28...




- Isaías 14.4a "então proferirás este dito contra o rei da Babilônia e dirás[...]"

- Isaías 14.11ss

- Derribada está na cova a tua soberba. O grande rei da Babilônia estava coberto de pompa, muito mais do que os outro reis que tinham sido projetados ao Sheol. Músicos habilidosos mantinham essa corte feliz.

- Mas quando o tirano morreu, a música parou e os gusanos da morte tomaram conta de tudo. Antes ele tinha uma cama excelente, feita sob medida, mas agora jaz em meio aos gusanos, enquanto os vermos são a sua coberta!

- A menção aqui ao sepulcro literal, mas o novo leito de gusanos do tirano desce até o sheol, acompanhando o monarca babilônico.

- Isaías 14.12ss

- Como caíste do céu, ó estrela da manhã. Agora o rei caído é comparado a uma estrela que antes brilhava no céu, a saber, a "estrela da manhã" ou doador da luz, traduzido por "Lúcifer" na Vulgata Latina.

- Dentro da mitologia cananéia (ugarítica) havia uma divindade que era o deus d alvorecer, ou seja, a estrela da manhã, de nome Shanar, correspondente a Vênus, na astronomia moderna.

- Mas o mais provável é que o profeta não estava buscando nenhum tipo de identificação astronomica. Ele falava de uma luz brilhate no céu, tão poderosa que era capaz de anuciar alvorecer. Entretanto os babilônios deleitavam-se na astrologia, e talvez haja aqui uma alusão a Vênus.

- O autor sacro misturou as metaforas, pois diz que a estrela foi cortada ao invés de derrubada. Seja como for, a estrela estava tão baixa que primeiramente se apagou e, em seguida, caiu no Sheol.

- A referência a Lúcifer, na vulgata, não deveria fazer-nos enganosamente pensar que esta passagem trata de Satanás, o que foi um desenvolvimento posterior e dificilmente está em pauta aqui. Pelo contrário, está em vista um homem diabólico.


- Isaías 14.13-15...

- Tu dizias em teu coração: Eu subirei até o céu.O tirano se jactava doentiamente de que subiria ao céu, rivalizando com os deuses, postando-se mais alto que as estrelas de Elohim.

- Lá em cima ele colocaria o seu trono. A expressão no "monte da congregação" é uma referência pagã aos deuses que habitariam as regiões celestes no norte, em torno das quais girariam as constelações.

- No cume desse monte, estava o trono do Deus Altissímo (vs 14). "A passagem diante de nós preserva a forma cananéia do mito da natureza, que fala na tentativa de a estrela da manhã escalar as alturas celestes, ultrapassando em altura todas as outras estrelas, somente para ser lançada de volta a terra pelo Sol vitorioso" (R. B. Y. Scott, in loc).

- Essa história ilustra, pois, como as divindades secundárias tentam melhorar sua posição, chegando a atingir o céu dos mais elevados deuses (vs 14). Em algum ponto lá em cima, havia o mais elevado deus habitando em esplendor singular, presumivelmente desfrutando de sua companhia.

- Mas o tirano não foi capaz de concretizar suas aspirações. Algo tão simples como a morte fisíca fê-lo tombar às partes mais inferiores do abismo (sheol). Era isso o que ele merecia em sua arrogância.

- Essa história assemelha-se à história de Lúcifer na lendas judaicas, as quais, como é claro, baseavam-se neste texto. Mas conforme se pode ver, originalmente não havia uma referência ao principal anjo caído, a quem chamamos Satanás ou diabo.

- A história judaica posterior passou para a interpretação cristã, como se aqui tivessemos uma descrição da queda de Sataná. O quadro de Satanás preso no Sheol é diferente do que sabemos acerca dele. Ele "está" lá fora, causando todo dano que puder....



...
- Naturalmete, podemos ver uma referência primária a Satanás, de quem o tirano da Babilônia era imitador. Mas isso não concordaria com o contexto; antes é uma explicação interpretativa da história.

- A verdade é que este texto nada diz acerca de Satanás, nem a respeito de sua queda, nem sobre a ocasião de sua queda, conforme muitos interpretes deduzem com tanta confiança" (Adam Clake. in loc)


continua...
- Lamentação sobre o Rei de Tiro...

- Ezequiel 28.11-19...

- Temos aqui uma alegoria (parábola) que celebra a queda do princípe de Tiro.

- "Esta lamentação se baseia em uma variante da história do Éden. O homem, criado como um ser perfeito, morava no paraíso do Éden, coberto com pedras preciosas. Cf. este item com as pedras preciosas do peitoral do sumo sacerdote, em Êx 28.17-20. Ver também a descrição da Jerusálem celestial, em Ap 4.1-6; 21.15-21. Foi o orgulho que provocou o banimento do rei de seu paraíso, pelo querubim" (Oxford Annotated Bible, introdução ao vs 11).

- A versão mesopotâmica da história.O jardim do Éden era habitação de um deus e de sua esposa-deusa. Esta versão é compatível com o deus-homem. o princípe de Tiro.

- Os detalhes essenciais se duplicam em Gênesis, menos os fatores de homem-mulher versus deus-deusa.

- Alguns cristãos, seguindo a interpretação do judaísmo posterior, encontram Satanás no jardim, no símbolo da serpente. Outros vêem Satanás atrás do deus-homem de Tiro, inspirando-o, mas esta interpretação é anacrônica, pertence ao judaísmo que existiu muito tempo depois da época de Ezequiel.

- É totalmente desnecessário supor que houvesse um deus (demônio, espírito mal, Satanás etc.) inspirando o falso deus de Tiro.

- O texto de Ezequiel reflete um paganismo puro: a reivindicação de um homem ser deus. A passagem é mais do que poética de um homem poderoso que era como um deus.

- O deus de Éden foi lançado fora e humilhado e, finalmente, sofreu morte miserável. Daí reduziu-se a cinzas (vs 18). Não podemos dizer tais coisas sobre Satanás, o demônio etc.

- Está em vista a destruição do princípe de Tiro e da própria Tiro, não um acontecimento cósmico como o julgamento de Satanás. De qualquer modo, a cidade está sob consideração, mas não sem o seu rei. Afinal, os dois eram um só...


Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura.

- Estas palavras parecem descrever Satanás, o Princípe da Trevas, mas o texto não tem nada que ver com ele, como se fosse o poder por trás do trono de Tiro. As perfeições do diabo, antes da queda, não se expresam nesse texto.

- Uma de minhas fontes insiste na teoria de que se trata de Satanás, mas a interpretação apresentade baseia-se num judaísmo posterior, não na teologia da época de Ezequiel.

- Precisamos evitar anacronismos, ao tentar explicar o texto. O que algum judeu teria entendido deste oráculo, no tempo de Ezequiel, aplicando-se à teologia da época?

- Não encontrariamos o Princípe das Trevas naquela época, mas sim, o princípe de Tiro, o deus-homem, isto é, o homem que dizia ser um deus.

- O texto fala poeticamente sobre o deus-rei de Tiro, que logo seria reduzido a cinzas (vs 18) pelo ataque da Babilônia.

- estavas no Éden, jardim de Deus; todas as pedras preciosas te cobrias.

- O deus-rei era como um deus, ou ser angelical habitando no Éden, vestido em esplendor, com muitas jóias e vestimentas finas. Cf. a lista do presente texto com aquela que trata do peitoral de sumo sacerdote, em Êx 28.17-20 e 39.10-13.

- Nessas descrições temos doze pedras, enquanto o texto hebraico, aqui, lista somente nove. A Septuaginta, influenciada pelos textos de Êxodo, dá todas as doze. As pedras preciosas representam a beleza, a pefeição e a glorificação de Tiro e de seu deus-rei.

- Há certa fascinação pelas pedras preciosas, que as valoriza para a mente humana. Tiro, a jóia do mar, encantou o mundo antigo.

- Engastes.Podemos entender, da palavra hebraica por trás desta tradução, instrumentos musicais de sopro, que, quando tocados, dariam uma atmosfera agradével ao Éden do deus-rei. A presença de instrumentos musicais talvez aluda ao dia da ascenção do deus-rei ao trono, ocasião celebrada com música, dança e vinho.


- Tu eras querubim da guarda ungido.

- O falso deus-rei tinha a aparênica de um deus glorioso ou de um ser angélico esplendoroso. Foi ungido para seu alto ofício, e seu trono era como uma montanha alta, exaltada, o monte dos deuses, ou de Deus: Tiro exaltada no seu trono.

- O deus-rei andava no meio do brilho das pedras celestiais fogosas e era glorioso no seu aspecto. As pedras preciosas são sua próprias fonte de luz ou refletem a glória do deus-rei.

- Alguns interpretes encontram Satanás aqui, na sua glória antes da queda, mas devemos rejeitar esta interpretação com supérflua e anacrônica. Está em vista o glorioso Ito-baal e suas reivindicações absurdas concernentes à alegada divindade.

- Querubim da guarda.

- A alusão é ao querubim "que cobriu" o propiciatório, a tampa da arca da aliança, situado no Santo dos Santos.

- O rei era como aquele anjo especial e seleto, imitando o poder de Deus no santuário. A ironia continua.

- O autor não fala seriamente, mas zomba da glória pretensiosa do deus-rei.

- Aqui ele é comparado ao anjo que protegia o Poder do santuário. Era como o querubim que guardava os portões do paraíso, protegendo a árvore da vida.

- Se a passagem é irônica, então não está descrevendo Satanás, que tinha uma glória real antes da sua queda. Cf. Êx 24.10-17.

- FONTE: O Antigo Testamento Interpretado. R. N. Champlin.

18 comentários:

  1. muito bom esse artigo parabens esclareceu a minha duvida.

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  2. Usando desta corrente teológica acerca de Ezequiel 28 poderia eu interpretar as profecias do Antigo Testamento sobre a vinda do Messias? Principalmente em vários trechos de Isaías e no salmo 22 de Davi (quase 1000 a.C.), onde claramente estes sem saber profetizam o que nosso Senhor padeceu, pois é uma forma de se profetizar é muito similar à Ezequiel 28.

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  3. NOSSA E MUITO DEFICIO DE ENTENDER MAS DEUS E MISTERIO E REVELAÇAO

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  4. Ainda acredito se tratar de uma profecia contra o Rei de Tiro mas que desmascara a Satanas sim. Afinal, a exaltacao de si mesmo dentro do seu coração e o mesmo sentimento de se fazer igual a Deus, tanto o rei de Tiro qto o proprio Satanas tiveram igualmente. Coincidência? Outra situação é qdo no Eden, Deus fala o castigo da serpente. Fala como se tratando do animal mas em determinado momento muda o foco para Satanas onde profetiza que a semente da mulher lhe pisaria a cabeça. Profecias são dadas aos homens mas tbm são direcionadas pra aquele que age por detrás dos homens e por detrás dos governos e para aquele que age por detrás das naçōes num plano espiritual.

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  5. Esse texto trata-se de uma profecia futura, falando do futuro reino de Satanás nos fins dos tempos. Ele sera um grande líder em forma de homem e enganará a muitos, mas DEUS o julgará!

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  6. No entanto, algumas das descrições de Ezequiel 28:11-19 vão além de qualquer mero rei humano. Em nenhum sentido um rei terreno poderia afirmar ter estado "no Éden" ou ser "o querubim ungido" ou estar "no monte santo de Deus". Por isso, a maioria dos intérpretes da Bíblia acreditam que Ezequiel 28:11-19 seja uma profecia dupla, comparando o orgulho do rei de Tiro ao orgulho de Satanás. Alguns propõem que o rei de Tiro estava realmente possuído por Satanás, tornando a ligação entre os dois ainda mais poderosa e aplicável.

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  7. No entanto, algumas das descrições de Ezequiel 28:11-19 vão além de qualquer mero rei humano. Em nenhum sentido um rei terreno poderia afirmar ter estado "no Éden" ou ser "o querubim ungido" ou estar "no monte santo de Deus". Por isso, a maioria dos intérpretes da Bíblia acreditam que Ezequiel 28:11-19 seja uma profecia dupla, comparando o orgulho do rei de Tiro ao orgulho de Satanás. Alguns propõem que o rei de Tiro estava realmente possuído por Satanás, tornando a ligação entre os dois ainda mais poderosa e aplicável.

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  8. No entanto, algumas das descrições de Ezequiel 28:11-19 vão além de qualquer mero rei humano. Em nenhum sentido um rei terreno poderia afirmar ter estado "no Éden" ou ser "o querubim ungido" ou estar "no monte santo de Deus". Por isso, a maioria dos intérpretes da Bíblia acreditam que Ezequiel 28:11-19 seja uma profecia dupla, comparando o orgulho do rei de Tiro ao orgulho de Satanás. Alguns propõem que o rei de Tiro estava realmente possuído por Satanás, tornando a ligação entre os dois ainda mais poderosa e aplicável.

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  9. No entanto, algumas das descrições de Ezequiel 28:11-19 vão além de qualquer mero rei humano. Em nenhum sentido um rei terreno poderia afirmar ter estado "no Éden" ou ser "o querubim ungido" ou estar "no monte santo de Deus". Por isso, a maioria dos intérpretes da Bíblia acreditam que Ezequiel 28:11-19 seja uma profecia dupla, comparando o orgulho do rei de Tiro ao orgulho de Satanás. Alguns propõem que o rei de Tiro estava realmente possuído por Satanás, tornando a ligação entre os dois ainda mais poderosa e aplicável.

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  10. No entanto, algumas das descrições de Ezequiel 28:11-19 vão além de qualquer mero rei humano. Em nenhum sentido um rei terreno poderia afirmar ter estado "no Éden" ou ser "o querubim ungido" ou estar "no monte santo de Deus". Por isso, a maioria dos intérpretes da Bíblia acreditam que Ezequiel 28:11-19 seja uma profecia dupla, comparando o orgulho do rei de Tiro ao orgulho de Satanás. Alguns propõem que o rei de Tiro estava realmente possuído por Satanás, tornando a ligação entre os dois ainda mais poderosa e aplicável.

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  11. Timna silva,vc fala que ha uma coicidencia de satanais com o rei de tiro,descordo porque nao conhecemos a historia de satanais...nao sabemos nada sobre sua formaçao ou criaçao.

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  12. A conclusão unívoca e univalente é de que Isaías 14 se refere a QUEDA DE BABILÕNIA E SEU VAIDOSO REI, e não a a queda de Lúcifer, que significa o planeta Vênus, em grego.Obviamente que o credo ocidental tomou Isaías 14 como dogma para se acreditar num ente maligno. Deus, se existe, em toda sua grandeza, jamais precisou de um ente para dividir seu poder. Simplesmente o aniquilaria. Pobres exegetas que divulgam um ser, tanto faz se maligno ou bendito, como responsáveis sobre nós, pobres mortais.

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  13. A conclusão unívoca e univalente é de que Isaías 14 se refere a QUEDA DE BABILÕNIA E SEU VAIDOSO REI, e não a a queda de Lúcifer, que significa o planeta Vênus, em grego.Obviamente que o credo ocidental tomou Isaías 14 como dogma para se acreditar num ente maligno. Deus, se existe, em toda sua grandeza, jamais precisou de um ente para dividir seu poder. Simplesmente o aniquilaria. Pobres exegetas que divulgam um ser, tanto faz se maligno ou bendito, como responsáveis sobre nós, pobres mortais.

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  14. A conclusão unívoca e univalente é de que Isaías 14 se refere a QUEDA DE BABILÕNIA E SEU VAIDOSO REI, e não a a queda de Lúcifer, que significa o planeta Vênus, em grego.Obviamente que o credo ocidental tomou Isaías 14 como dogma para se acreditar num ente maligno. Deus, se existe, em toda sua grandeza, jamais precisou de um ente para dividir seu poder. Simplesmente o aniquilaria. Pobres exegetas que divulgam um ser, tanto faz se maligno ou bendito, como responsáveis sobre nós, pobres mortais.

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  15. A conclusão unívoca e univalente é de que Isaías 14 se refere a QUEDA DE BABILÕNIA E SEU VAIDOSO REI, e não a a queda de Lúcifer, que significa o planeta Vênus, em grego.Obviamente que o credo ocidental tomou Isaías 14 como dogma para se acreditar num ente maligno. Deus, se existe, em toda sua grandeza, jamais precisou de um ente para dividir seu poder. Simplesmente o aniquilaria. Pobres exegetas que divulgam um ser, tanto faz se maligno ou bendito, como responsáveis sobre nós, pobres mortais.

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