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sábado, 14 de julho de 2012

Culpa,Sacrifício e Perdão




“Quando tiver consciência do pecado que cometeu, a comunidade trará um novilho como oferta pelo pecado e o apresentará diante da Tenda do Encontro” (Levítico 4.14).



Se existe reação difícil de se ver no ser humano pecador, é a consciência do erro.
Ser responsável pelas próprias ações é atitude rara de alguns, que muitas vezes só se manifesta, lá no final da vida. As pessoas vivem endividadas, mas não sentem culpa, pois quase sempre fazem novas dívidas; as pessoas se divorciam, mas não sentem culpa, pois logo se casam novamente e outros traem novamente; as pessoas vivem trocando de religião, mas não sentem culpa, pois vivem ignorando a vontade de Deus na Bíblia.


A falta de consciência dos próprios atos começou lá no Jardim do Éden, quando Adão e Eva desobedeceram a Deus. O homem pecou e culpou a mulher; a mulher pecou e culpou a serpente (Gên. 3.11-13). Como aconteceu lá, acontece hoje. É um milagre quem assume as consequências dos próprios atos.O texto base dessa meditação diz “quando tiver consciência...”. A atitude de ser responsável pelos próprios erros é lenta e muitas vezes tanto, por causa do orgulho. É mais fácil fugir, do que assumir o 
erro. Há pessoa que sempre aparece para dizer “tenho razão”, mas foge quando deveria dizer “tenho culpa”.



Ter consciência do pecado pode demorar a vida toda. Na Parábola do Filho Pródigo a culpa chegou, mas o filho precisou chegar a ponto de querer comida de porco; foi nesse ponto que caiu em si e se arrependeu (Luc. 15.16,17).


A culpa é nossa mais terrível realidade de vida. Aos olhos de Deus, somos todos culpados (Rom. 3.12). Nossa outra triste realidade é que não conseguimos nos arrepender por vontade própria. Precisamos da ajuda de Deus para chegar ao padrão de arrependimento aceitável por Deus. Sabendo disso, Jesus Cristo enviou o Espírito Santo, com o propósito de nos convencer do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8).


Além da demora em assumir a culpa, poucos sabem o que oferecer a Deus pelo pecado. Não basta ser “praticante” da religião, como se isso fosse meio de “pagar” pecados; não basta ser pessoa bondosa, cheia de boas obras, como se isso fosse suficiente para Deus. Quem já agiu assim ou ainda age dessa maneira sabe que essa prática não resolve, porque é inútil para tirar a consciência de culpa (Heb. 10.1,2).


A oferta pelo pecado tem que ser feita conforme a exigência de Deus. A oferta tem que ser totalmente santa e completamente perfeita, pois Deus é santo e perfeito. Foi o próprio Deus quem determinou o tipo de oferta suficientemente capaz de pagar nosso pecado. Tentar “compensar” Deus com boas obras é perda de tempo. A única oferta aceitável por Deus foi estabelecida pelo próprio Deus. A oferta que Deus estabeleceu foi o sacrifício do corpo e o derramamento do sangue de Jesus Cristo (Heb. 10.10). Em Cristo todos os pecados foram pagos (Gál. 1.3,4).No Antigo Testamento, as pessoas conscientes do pecado deviam trazer a oferta pelo pecado num lugar público, ou seja, perante Deus, na Tenda do Encontro. O 
arrependimento não era algo secreto. Era um testemunho público. Quem se arrependia trazia a oferta para testemunhar seu arrependimento publicamente, pois no seu coração sabia que com ajuda do povo de Deus, em oração, encorajamento mútuo e comunhão com outros irmãos arrependidos, seria mais fácil vencer a tentação do pecado. Ir ao Templo era forma de aumentar e fortalecer a fé.


Assim também nós que vivemos na era da Graça de Deus, somos guiados pelos mesmos princípios da Lei, pois somos salvos quando ouvimos e cremos no Evangelho (Rom. 10.17), adquirimos consciência pessoal de culpa e necessidade de arrependimento (At. 3.19), aceitamos o sacrifício de Cristo como sendo único, completo e suficiente para que Deus possa libertar da culpa para vivermos em arrependimento (Col. 1.21-23).


Essa nova vida não acontece no isolamento. Seguimos para a nossa “Tenda”, ou seja, a igreja. Lá se reúnem todos os arrependidos e fracos, que foram revestidos do poder de Deus para esperar a volta de Jesus Cristo (João 14.3).


Vilmar Paulichen
Pastor da PIB Indaiatuba, SP









sábado, 7 de julho de 2012

Sou evangélica e meu marido me bate, posso me divorciar?



Sônia Regina Maurelli, diretora da casa Isabel, afirma que cerca de 90% das mulheres vítimas da violência doméstica são evangélicas. 

Nas dependências da Casa de Isabel, é fácil encontrar grupos de mulheres com a bíblia aberta, senhoras murmurando corinhos cristãos e até mesmo a música no rádio da recepção, tocando canções evangélicas.

A Violência doméstica é um grave problema em nossa sociedade, e infelizmente nossas igrejas estão repletas de mulheres que apanham de seus maridos. Não são poucas aquelas que vivem uma vida de horrores, sofrendo as agruras de uma relação despótica, ditatorial e abrutalhada. Como todos sabemos, muitas destas mulheres continuam se sujeitando a este tipo de relacionamento, fundamentado na premissa de que Deus odeia o divórcio (o que é verdade), e com isso acentuando distúrbios psicológicos, neurológicos e físicos em sua própria vida e filhos.

Sem a menor sombra de dúvidas o divórcio não é uma instituição divina e sim humana, até porque, ele brota de corações caídos e distantes de Deus. Além disso, é indispensável que também entendamos que existe um enorme abismo entre lutar por um casamento combalido a permanecer numa relação onde a esposa é constantemente violentada fisicamente.

O Apostolo Paulo em I Co 7:10-15 afirma que o cônjuge cristão PODE se divorciar deste que o seu marido incrédulo abandone o lar. Isto posto, acredito piamente que maridos que batem em suas esposas, há muito abandonaram seus lares, dando as suas mulheres condições de não somente se divorciarem como também a de contraírem novas núpcias.

O fato de alguns destes afirmarem ser cristãos, não os torna efetivamente crentes, até porque, os que agridem suas esposas, legitimam de que na verdade nunca conheceram a Cristo.

A violência contra a mulher é uma agressão ao Criador e em hipótese alguma as mulheres devem se sujeitar a qualquer tipo de agressão, denunciando o agressor às autoridades competentes a fim de que o sofrimento imposto pela violência cesse definitivamente em sua casa. Além disso, deve levar suas queixas, lamúrias, angústias e sofrimentos ao justo JUIZ, que com certeza no tempo certo lhes fará justiça.

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

quarta-feira, 30 de maio de 2012

LIVRO DE HERMÊNEUTICA "GAY"?




Em dezembro do ano passado o Julio Severo publicou a postagem sobre um produtor norteamericano que estava lançando uma versão da Bíblia, mas totalmente gay. Nessa Bíblia, o relato da criação ficaria exatamente assim:
“E o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Aida, e ela dormiu; e ele tomou uma das costelas dela, e fechou a carne em seu lugar; e da costela, que o Senhor Deus tomou da mulher, ele formou outra mulher, e trouxe-a à primeira mulher. E disse Aida: ‘Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, porque ela foi tomada de mim. Portanto deixará a mulher a sua mãe, e apegar-se-á à sua esposa, e elas serão uma só carne. E ambas estavam nuas, a mulher e a sua esposa; e não se envergonhavam“.

Claro que não há outra palavra para descrever isso, que não seja a palavra blasfêmia. No entanto, até agora não havia motivo para alvoroço, porque tal Bíblia ainda estava longe da nossa realidade tupiniquim.

Acontece que o pastor Marcos Gladstone, que preside uma denominação chamada “igreja contemporânea”, composta basicamente por homossexuais, lançou um livro polêmico chamado” A Bíblia sem preconceitos“, no qual ele afirma que Deus jamais condenou a pratica do homossexualismo. Veja a descrição desse livro no site sua Igreja:

“O livro que está mudando o destino de centenas de homossexuais que antes pensavam ser abomináveis para Deus. De autoria do Pr. Marcos Gladstone, ele revela os segredos de Deus para os gays mostrando que a Bíblia realmente não condena a homossexualidade”

Bom, agora que vocês já viram que o assunto é sério, e que a tal hermenêutica Gay já chegou aqui pelas bandas de “Vera Cruz”, permitam-me dar o meu parecer sobre esse tema:

Não há nenhum modo de conciliar o cristianismo com a homossexualidade, e isso está claro em várias passagens bíblicas, como Levítico 18.22; 1Co 6.9; 1Tm 1.10-11. O homossexualismo é abominado por Deus e sua prática é proibida pela Bíblia.

Quando falo acerca disso, sempre há alguém para me dizer: porque é que vocês evangélicos condenam tanto o homossexualismo, mas aceitam quem pratica certos pecados como membros de suas igrejas. Deixem-me esclarecer as coisas por aqui:

Todos aqueles que dizem que os evangélicos admitem que seus membros pratiquem certos pecados, estão certos e errados ao mesmo tempo. É fato que há crentes que mentem, que roubaram ou que adulteraram, e alguns o fizeram também depois de cristãos, mas continuam sendo membros de nossas igrejas. Por que razão o permitimos? Porque eles se arrependeram. Um crente pode, sim, ter uma recaída – “aquele que está de pé, cuide para que não caia” – mas o que vai definir se ele realmente é um convertido é a sua capacidade de arrependimento. Um adúltero que se arrepende do seu pecado, pode sim, obter o perdão de Deus. O mesmo vale para os mentirosos, ladrões e porque não dizer, para os que praticaram o homossexualismo. Um ex-homossexual que tem uma recaída e se arrepende pode ter perdão de Deus, do pastor e dos irmãos e ser reintegrado à sua comunidade de fé. Isso sempre foi assim! O que nós não admitimos, e a Bíblia também não, é que uma pessoa homossexual que não se arrependeu do seu ato e não tem a mínima vontade de fazê-lo, se faça chamar de cristão.

Quero dizer com meu coração aberto e com toda sinceridade, que amo a todos os homossexuais, assim como Deus os ama. Não há em meu coração nenhuma forma de discriminação social homofóbica, mas acrescento que entre a exegese barata do pastor Gladstone (barata mesmo: 3 livros custam 10 reais!) e a Bíblia de Deus, prefiro ficar com a Bíblia.


Fonte: .pulpitocristao.com

terça-feira, 29 de maio de 2012

Criticando música “Eu quero tchu, eu quero tcha”, pastor Renato Vargens alerta sobre invasão secular entre jovens cristãos. Leia na íntegra




As redes sociais e os fenômenos musicais do estilo sertanejo universitário foram temas abordados pelo pastor Renato Vargens, em um artigo publicado em seu blog pessoal.
Segundo Vargens, “as redes sociais quando utilizadas da forma certa são bênçãos de Deus”, mas frisou que “quando utilizadas de forma errada contribuem para o ‘emburrecimento’ do indivíduo”.
O pastor afirmou que através das redes sociais, pessoas estão se distanciando dos princípios cristãos: “Jovens e adolescentes tem se deixado influenciar por conceitos extremamente antibíblicos onde o que importa não é a glória de Deus, mas sim a satisfação pessoal”.
Renato Vargens demonstrou indignação por ter presenciado um jovem cristão publicando em uma página de rede social trecho da música “Eu quero tchu, eu quero Tcha”, da dupla de sertanejo universitário João Lucas e Marcelo.
-Quando ouvi a canção acima fique profundamente preocupado com os rumos desta geração. Sou obrigado a confessar que tenho andado assustado com o incentivo à promiscuidade e sensualidade em nosso país. Compartilho também a minha aflição com o nível de devocionalidade e compromisso cristão de nossos jovens. Infelizmente, essa geração em nome de uma pseudoliberdade vem ao longo dos anos procurando compor no mesmo projeto de vida, Deus e imoralidade. E para piorar, em nome de uma espiritualidade barata, a graça de Deus tem sido relativizada em detrimento de uma vida promiscua e irresponsável – protestou o pastor.
Para Renato Vargens, “Do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos a versão gospel do ‘Quero tchu eu quero tchá’”. O pastor ressalta que os “jovens precisam urgentemente abrir os olhos. Isto porque, da mesma forma que não dá para misturar óleo e água no mesmo recipiente, não nos é possível, fazer parte da geração tchu, tchu, tchá tchá ou da geração dos comprometidos com Deus”.
Confira abaixo a íntegra do artigo “Evangélicos que querem tchu, que querem tcha”, do pastor Renato Vargens:
As redes sociais quando utilizadas da forma certa são bênçãos de Deus. Através delas conhecemos pessoas, fazemos amigos, e interagimos uns com os ostros. No entanto, as redes sociais quando utilizadas de forma errada contribuem para o enburrecimento do individuo. Além disso as redes sociais nos fazem sair de guetos levando-nos a um mundo bem absolutamente diferente do nosso. Nessa perspectiva, jovens e adolecentes tem se deixado influenciar por conceitos extremamente antibíblicos onde o que importa não é a glória de Deus, mas sim a satisfação pessoal.
Há pouco testemunhei tanto no twitter como no Facebook, jovens cristãos afirmando: “Eu quero tchu
Veja abaixo por favor a letra dessa famigerada canção:
“Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha
Tchu tcha tcha tchu tchu tcha (2x)
Cheguei na balada, doidinho pra biritar,
A galera tá no clima, todo mundo quer dançar,
O Neymar me chamou, e disse “faz um tchu tcha tcha”,
Perguntei o que é isso, ele disse “vou te ensinar”.
É uma dança sensual, em Goiânia já pegou,
Em minas explodiu, em Santos já bombou,
No nordeste as mina faz, no verão vai pegar,
Então faz o tchu tcha tcha, o Brasil inteiro vai cantar.
Com João Lucas e Marcelo,
Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha
Tchu tcha tcha tchu tchu tcha (2x)
Cheguei na balada, doidinho pra biritar,
A galera tá no clima, todo mundo quer dançar,
Uma mina me chamou, e disse “faz um tchu tcha tcha”,
Perguntei o que é isso, ela disse ” eu vou te ensinar”.
É uma dança sensual, em Goiânia já pegou,
Em Minas explodiu, em Tocantins já bombou,
No nordeste as mina faz, no verão vai pegar,
Então faz o tchu tcha tcha, o Brasil inteiro vai cantar.
Com João Lucas e Marcelo,
Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha
Tchu tcha tcha tchu tchu tcha (2x)
Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha
Tchu tcha tcha tchu tchu tcha (2x)”
Caro leitor, será que foi isso mesmo que li?  Cheguei na balada doidinho para biritar? É uma dança sensual? Eu quero tchu eu quero tchá?
Quando ouvi a canção acima fique profundamente preocupado com os rumos desta geração. Sou obrigado a confessar que tenho andado assustado com o incentivo à promiscuidade e sensualidade em nosso país. Compartilho também a minha aflição com o nível de devocionalidade e compromisso cristão de nossos jovens. Infelizmente, essa geração em nome de uma pseudoliberdade vem ao longo dos anos procurando compor no mesmo projeto de vida, Deus e imoralidade. E para piorar, em nome de uma espiritualidade barata, a graça de Deus tem sido relativizada em detrimento de uma vida promiscua e irresponsável.
Do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos a versão gospel do Quero tchu eu quero tchá!
Pois é, nossos jovens precisam URGENTEMENTE abrir os olhos. Isto porque, da mesma forma que não dá para misturar óleo e água no mesmo recipiente, não nos é possível, fazer parte da geração tchu, tchu, tchá tchá ou da geração dos comprometidos com Deus. Ou somos de Deus, e vivemos uma vida santa e separada por ele, ou não somos dele. Vale a pena dizer que na perspectiva do reino não existe possibilidade do meio termo.
Amados, seguir a Jesus é o melhor e mais fascinante projeto de vida. Fazer parte da Santa geração é tudo de bom. Deixe pra lá os valores da geração adoecida espiritualmente e desfrute de momentos harmônicos, plenos e saudáveis na presença do Senhor.
Soli Deo Gloria!
Pr. Renato Vargens
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como Deus poderia abençoar as parteiras hebréias?



ÊXODO 1:15-21 - Como Deus poderia abençoar as parteiras hebréias, se elas desobedeciam a autoridade governamental (Faraó), estabelecida por Deus, e a ele mentiam?


PROBLEMA: A Bíblia declara que "não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas" (Rm 1.3:1). A Escritura diz também: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor" (Pv 12:22). Mas o Faraó (rei) do Egito tinha dado uma ordem direta às parteiras hebréias para matarem os meninos hebreus recém-nascidos. "As parteiros, porém, temeram a Deus, e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito, antes deixaram viver os meninos" (Êx 1:17).

As parteiras não apenas desobedeceram a Faraó como também, quando ele as questionou a respeito de suas ações, mentiram, dizendo: "É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; são vigorosas, e antes que lhes chegue a parteira já deram à luz os seus filhos" (Êx 1:19). Apesar disso, Êxodo 1:20 afirma que Deus "fez bem às parteiras... ele lhes constituiu família"(Êx 1:20-21). Como então Deus pôde abençoar as parteiras por desobediência e mentira?

SOLUÇÃO: Não há dúvida de que as parteiras desobedeceram a Faraó, por não matarem os meninos hebreus recém-nascidos e por mentirem a Faraó com a história de que sempre chegavam tarde demais para cumprirem as suas ordens. Não obstante, há uma justificativa moral para o que elas fizeram. Primeiro, o dilema moral em que as parteiras se achavam era inevitável. Ou elas obedeceriam à lei maior de Deus, ou obedeceriam à obrigação secundária de se sujeitarem a Faraó. Em lugar de cometerem um deliberado infanticídio das crianças de seu próprio povo, as parteiras decidiram desobedecer às ordens de Faraó.

Deus nos ordena que obedeçamos à autoridade governamental, mas ele nos ordena também que não assassinemos ninguém (Êx 20:13). A salvação de vidas inocentes é uma obrigação maior do que a obediência ao governo. Quando o governo nos ordena matar vítimas inocentes, não devemos obedecer. Deus não considerou as parteiras responsáveis, nem assim ele nos tratará sempre que a questão for não obedecer a uma obrigação menor para atender a uma lei maior (cf. At 4; Ap 13). No caso das parteiras, a lei maior referia-se à preservação da vida dos recém-nascidos.

Segundo, o texto claramente afirma que Deus as abençoou "porque as parteiras temeram a Deus" (Êx 1:21). E foi o temor que elas tiveram por Deus que as levou a fazer o que quer que fosse necessário para salvar vidas inocentes. Assim, a falsa desculpa delas a Faraó foi uma parte essencial do esforço que despenderam para salvar vidas.

Terceiro, a mentira delas é comparável com sua desobediência a Faraó, para salvar a vida de recém-nascidos inocentes. Este era um caso em que as parteiras tiveram de optar entre mentir ou serem compelidas a matar bebês inocentes. Aqui também elas decidiram obedecer à lei moral maior. A obediência aos pais faz parte da lei moral (cf. Ef 6:1). Mas se um pai ou uma mãe dá ordens ao filho para assassinar uma pessoa ou para adorar um ídolo, ele tem de recusar-se a obedecer. Jesus enfatizou a necessidade de obedecer à lei moral superior quando disse: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mt 10:37).

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia

sábado, 26 de maio de 2012

Calar por amor ou falar por causa da verdade?




Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor "...não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.

Ao estar em jogo a verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus. O Dr. John Charles Ryle, bispo anglicano de Liverpool que viveu de 1816 a 1900, certa vez disse assim:

Controvérsias religiosas são desagradáveis

Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo. (de: "Alle Wege führen nach Rom")

Norbert Lieth

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não julguem para não serem julgados? O Pastor Scott errou ao falar contra a Profetiza?




Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. Mateus 7:1-2

Este texto é algo preciosíssimo para nós cristãos. Infelizmente, tem sido interpretado de forma errada. Muitos pensam que com esta advertência, Jesus queria dizer que não devemos julgar nunca, deixando de lado a justiça. Porém isto não é verdade, caso contrário o próprio Jesus estaria se contradizendo com os ensinamentos que Ele fez em outros momentos (que veremos mais adiante).

O que Jesus dizia aqui no sermão do monte, estava alinhado com as bem-aventuranças e a postura do servo de Deus com relação às outras pessoas no sentido de perdoar, e nunca se considerar superior. Dado que devemos ser humildes de espírito (ptocói pneumati – ou seja, pobres como um mendigo de espírito) o que significa considerar que nada temos, nada somos e nada podemos fazer.

Diante desta verdade, jamais poderíamos julgar alguém pois todos somos pecadores. Neste caso, o julgamento seria mentiroso e errado.  Não podemos condenar as pessoas.

Muitos usam o não julgueis para não ser julgado como uma válvula de escape para continuar no erro e deixar os outros continuarem no erro. Não foi para isto que Jesus disse aquilo. Jesus não dizia a respeito de obras e sim a respeito de ninguém merecer a graça de Deus.

Porém com relação às obras, o próprio Jesus em outro momento diz para que julguem:

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. João 7:24

Estaria Jesus se contradizendo? Ou será que nós muitas vezes interpretamos textos isoladamente a nosso bel prazer?

Aqui, em outro contexto, devemos julgar os frutos que as pessoas demonstram. Se os frutos são de justiça, mesmo que a aparência não nos agrade, não podemos condenar tal pessoa. Se a aparência é boa (aparência de piedade) porém os frutos são de injustiça (não seguem os ensinamentos de Jesus), então podemos de fato condenar os frutos e chamar a pessoa ao arrependimento.

Em outro momento, aprendemos com Jesus sobre a disciplina na igreja. Os servos de Satanás que querem fazer tudo conforme suas vontades e não desejam se submeter à vontade de Deus, dizem que não podemos julgar nada e deixar como está. Deixa que Deus faça. Porém isso é uma mentira. Caso contrário, deveríamos apenas nos calar frente ao pecado na igreja e na sociedade, porém somos chamados a obedecer a Deus e dizer: Basta!

Jesus disse:

Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mateus 18:15

Se levássemos a cabo o que é dito sobre não julgar, aqui estaria um falso ensinamento. Pois não poderíamos julgar um irmão que pecou. E Jesus ensina que devemos julgar aquele que pecou e discipliná-lo. Se ele não se arrepender, devemos apresentá-lo para duas ou três testemunhas, caso não se arrependa, devemos apresentá-lo para a igreja. E caso não se arrependa, ele deve ser considerado como um gentio, ou seja, deve ser excluído da comunhão.

E Jesus termina dando completa autoridade para a disciplina na igreja dizendo que tudo que ligarmos na terra será ligado no céu e onde dois ou três estivem reunidos em nome de Jesus, Ele estará ali. Aqui está relacionado justamente à disciplina. Quando nós executamos a disciplina, é como se o próprio Jesus a estivesse executando ali.

Aos que dizem que não podemos julgar, estes já estão julgando, pois estão emitindo um decreto de que é errado julgar e estão julgando como errado aquilo que está sendo dito. De fato, devemos julgar todas as coisas e reter o que é bom. Devemos julgar os frutos e assim conheceremos a árvore.

E quando diz respeito aos pregadores, o juízo é ainda maior. Caso o pregador erre ensinando uma multidão de forma errada, este deve ser repreendido diante da multidão para que esta não caia no erro do pregador.

Assim, o Pastor Scott Rodriguez fez certo em condenar os frutos (a falsa pregação focada em milagres e não em Cristo) de Dayna Muldoon diante de todos que a ouviam. Veja bem, ele não disse que ela vai para o inferno ou que merece a condenação de Deus, ele disse que o fruto que ela estava demonstrando não era de justiça e todos deviam tomar cuidado com isto. Ele termina dizendo que os ama e por isso estava fazendo aquilo.

Quando Jeremias chamou os profetas, que profetizavam que Israel voltaria logo do cativeiro na babilônia, de falsos profetas, isto ocorreu diante de todos e gerou uma grande indignação. Jeremias já não pode mais ficar no meio daquele povo porque senão seria morto.

Será que não estamos nos encontrando lutando contra Deus? Será que Deus está no meio da igreja operando, ou está batendo na porta esperando que alguém o ouça? Será que é Deus operando ou são falsos ensinamentos regados de milagres feitos por demônios?

Será que não devemos julgar?

Qual é a régua para julgarmos? A Bíblia Sagrada! Este é o nosso manual. Se não a conhecemos de capa a capa, e não nos fatigamos estudando-a diariamente, e com profunda devoção, seguiremos ventos de doutrina e cairemos em falsos ensinamentos.

Por Daniel Simoncelos